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Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse