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Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar