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piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra tarde quando o albergue No solitario val Incenso queima velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo