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Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas