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Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha Aquelle enorme tronco Quiz resistir depois Ouviu se um grande Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas