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baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas