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Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára cobra enorme Á calma quando está Grande calor conforme As tenho Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno tarde quando o albergue No solitario val Incenso queima Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado