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Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços Minha senhora Thuribulo suspenso inda fluctuo Em quanto nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno