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nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum Aquelle enorme tronco Quiz resistir depois Ouviu se um grande Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo cobra enorme Á calma quando está Grande calor conforme As tenho importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra Minha senhora Thuribulo suspenso inda fluctuo Em quanto Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta