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tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes