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Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Aquelle enorme tronco Quiz resistir depois Ouviu se um grande reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita