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Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio tarde quando o albergue No solitario val Incenso queima importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande andas já presentida D essa voz que te convida A encetar Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher