1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30
Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Minha senhora Thuribulo suspenso inda fluctuo Em quanto consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos cobra enorme Á calma quando está Grande calor conforme As tenho gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim andas já presentida D essa voz que te convida A encetar paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade