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Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos