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Abraços, abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços, Foi essa a razão.Um dia que o alto Me vinha abraçar, Fiquei-lhe d um salto Suspensa no ar.Amores, amores.Deixál-os dizer Se Deus me deu flôres, Foi para as colher.Eu tenho um moreno, Tenho um de outra côr, Tenho um mais pequeno, Tenho outro maior.
andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos, que deixaste.Os vultos, que os vestidos Tão negros que pozeram, De luto, tão compridos, Não sei que ar lhes deram A tua bella irmã, A tua piedade, A rosa da manhã, A flôr da mocidade, Quem lhe diria a ella, Tão cheia de alegria, Que haviamos de vêl-a Assim já hoje em dia É esta vida um mar, E bem se póde a gente, Marina comparar A rapida corrente, Que vai de lado a lado Por esses valles fóra Sem nunca lhe ser dado Ter a menor demora.
Gaspar é o que vem N esta vida fazer quem já lá vai.Já se vê que é aos paes que a gente sái.Tal pai, tal filho sim, duvída alguem Que um pai se é como o teu, homem de bem, Tu és homem de bem como teu pai D isto não ha quem possa duvidar.
Sim, lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão Bem como eu estou, suspenso Por intima attracção.Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia em praia A suspirar me traz.Converte-me este inferno Em azulado céo, Ou quebra o laço eterno Que a tua luz me deu Ou antes muda em espuma De nunca estavel mar Esta alma que alma alguma Póde exceder em amar.
andas já presentida D essa voz que te convida A encetar n esta vida Ai uma vida melhor...E em breve desenganada D essa existencia isolada, Darás n alma franca entrada A sentimentos de amor Como esse olhar é dôce Dôce da mesma sorte Como se nunca fosse Toldado pela morte Como se alumiasse O sol ainda em vida As rosas d essa face.
trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca harmonia Occorre-me um pensamento, Que me dá uma pancada O coração de tal modo, Como se o rochedo todo Desandasse na chapada.Era a voz da consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia A razão com que me opprime.
tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos clara, É um momento e...passou.Não ha existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque o amor é, em summa, Essencia de todo o sêr.Ha sempre quem nos attráia.Mil vezes que a onda cáia, Ha uma rocha, uma praia Aonde a onda vai ter.
Amo-te.O mais ignoro.Mas os meus ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer o mais.Que chóro se te admira.Nunca tiveste amor.Quem tem amor, suspira, E o suspirar é dôr.Ah quando abraço e beijo O travesseiro e, assim, Acórdo e te não vejo, Vejo-me só a mim Não sei, mulher que anceio Se me traduz n um ai Confrange-se-me o seio, Rebenta o pranto e cái.
Talvez do solio ethereo Nem baixe os olhos seus.Respeita-os, tapa-os, como Japhet e Sem, o pai...Pende, sagrado pomo A vista ergue-se e cai.Ergue-se e cai, conforme A lei, que o manda assim.Ergue-se e...Dorme, dorme, Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Te estampa mal te vê Beija-te o seio a aragem, Doira-te o sol porquê Não segue acaso a sombra Teu corpo sempre, flôr E pois, porque te assombra Meu insensato amor Ás vezes passas tremula Como sagrada luz E os olhos dizem vemol-a Como no alto a cruz.
importa digam-no É pelo fructo que a oliveira escolho.Minerva brada o pai d homens e deuses, És quem, de todos, sabes mais sem duvida No que não luza...mal fundada gloria.Ora se não sei eu quem foi teu pai Fidalgo sei perfeitamente bem.
admira a mim que o sol, monarcha De indisputavel throno, e throno eterno Em céo e terra e mar Que em seu imperio o mundo inteiro abarca Abaixe á pobre flôr seu dôce e terno, Mavioso olhar.Não me admira a mim que a crystallina, Tão pura, onda do mar, que espelha a face Do astro creador, Que essas asperas rochas cava e mina, Á praia toda languida se abrace E toda amor Mas sendo vós um sêr mais precioso Do que onda e sol um anjo de poesia Inspirada e que inspira Que ás minhas mãos, das vossas, tão mimoso, Delicado penhor descesse um dia É que me admira.
Depois a rosa em abrindo Vai-se-lhe o cheiro tambem A tua bocca em te rindo Só o bom cheiro que exhala...E quando fallas, a falla, Isso é que a rosa não tem.Ella o que tem, meu amor O cheiro, a côr e mais nada.Confessa, rosa animada Que és outra casta de flôr.
palma A rosa, sendo uma flôr Sem voz, sem vida, sem alma, Que abre logo á luz da aurora E á noite esconde-se e chora Pelo sol, o seu amor.Ora e se a rosa, vê bem, Tem amor, não tendo vida, Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões que Deus te agradece Essa isenção, minha flôr Deus a ninguem reconhece Por filho senão quem ama A terra e o céo proclama Que elle é todo puro amor.
mas vejo o que Não sou eu tão tola Que cáia em casar Mulher não é rola, Que tenha um só par Eu tenho um moreno, Tenho um de outra côr, Tenho um mais pequeno, Tenho outro maior.Que mal faz um beijo, Se apenas o dou Desfaz-se-me o pejo, E o gosto ficou Um d elles por graça Deu-me um, e depois, Gostei da chalaça, Paguei-lhe com dois.
Peço perdão, commovi-me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia, Como um balsamo, uma essencia, Purificam-me e senti-me Com uma nova existencia.Ólho as nuvens esvaíam-se Os roncos do mar ouviam-se, Mas já mais de espaço a espaço.O sol ainda tão baço, De luz tão pouco brilhante, Que se media a compasso Como a cara d um gigante, Descobre-se e resplandece Ao longe o mar apparece E tudo, mar, terra e céos Tão formoso me parece, Como se agora tivesse Sahido das mãos de Deus No rochedo onde descança Meu corpo desfallecido, O verde musgo, vestido Sempre da côr da esperança, Agora reverdecido, Me ensina a ter confiança N esse que do céo nos lança Em dia tempestuoso, Só para nosso repouso O arco da alliança.
embora o tempo gira.Um dia o botão, que aspira O ar da manhã...suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora, Abre o seio á luz que adora, Correm-lhe as lagrimas, chora...Chora o tempo que perdeu Porque elle, Emilia não teme Que a luz da aurora o queime Elle suspira, elle geme Por vêr a luz que o creou.
deuses, cada qual uma arvore, Á sua guarda consagraram Jupiter Esse o carvalho, a murta Venus, Hercules Lá esse o alemo, e o loureiro Apollo.Vendo-as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama.Jupiter acode-lhe Senão, diriam, filha que as guardavamos Só pelo fructo.
Então, se por encanto Fallando em ti, mas só, Todo banhado em pranto Me visses, tinhas dó.Tinhas.A piedade É filha da mulher, Que sempre quiz metade D uma afflicção qualquer.Havias ao teu rosto De me apertar a mim, D encher, fartar de gosto, Todo este abysmo sim.
essas azas, estendida, Me tapavas tu todo, E d esse modo, Com esse escudo, Eu ria-me de tudo E levava esta vida alegremente.Tenho essa fé.Vejo tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente, Ir tão suavemente Levada pela agua Talvez até sem magua De deixar sua mãi.
linda, Rosa da madrugada Que sinto a alma ainda Andar-me enfeitiçada.Se um dia nos meus braços Te desbotasse as côres, Passavam os abraços...Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas, E os rapidos instantes Que vens e me visitas N este degredo nosso, Que tanta gente estima, E eu, só porque não posso, Não largo e vou lá cima.
Amo-te a ti, e a Deus.Teus sonhos são riquezas Talvez e fasto.Os meus, És tu, que me desprezas.Deixal-o.Amor acaso É racional Não é.O fogo em que me abrazo É como a luz da fé Que além de cega, apaga O facho da razão.Ama-se e não se indaga Se se é amado ou não.
Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente, E com mãos liberaes Expulsar esta duvida que inquieta Um grato coração que apenas sente E...nada mais De limpido diamante e fio de oiro, Quizera-vos tecer collar que á aurora Vencesse em brilho e côr Mas o poeta, o unico thesoiro Que tem, ah são as lagrimas que chora E o seu amor.
Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha o gosto De te vêr já tão cedo trabalhando.Desde pela manhã até sol-posto Que não tens de descanço um só momento Por isso tens tão bella côr de rosto.E eu pallido, Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude, Esta imaginação é um tormento.
largo espaço Que te não vejo, espero Lhe contes o que eu passo N este aspero desterro Que assim que te não veja É noite fria e escura, Noite que mette inveja Á mesma sepultura Em acordando agora, O meu contentamento É vêr em cada aurora Um dia de tormento Podesse eu dar-te a prova Dos dias que me esperam, Lançando-me na cova Onde elles te pozeram Lançassem-me algum dia Ao pé, que de repente O coração te havia De ainda pular quente.
cobrar logo A fórma e côr perdida, E a bocca toda fogo Ah inspirar-me a vida Supplíca, ó anjo implora Ao Pai universal Que me deixe ir embora D este horroroso val De lagrimas amargas, E turvas de tal modo, Como umas nuvens largas Que tapam o céo todo Inferno e céo, conforme A nossa fé, confesso Que é um mysterio enorme, É um mysterio immenso.
Girar, talvez, Em quanto a minha sombra, meus amores Gira a meus pés E vens-me vêr depois, mas vaes-te embora, Sabendo, assim, Que em lagrimas me encontra sempre a aurora Pobre de mim Acabem-se estas mágoas, meu thesoiro E meu amor Cria raiz ou dá-me as azas de oiro, Celeste flôr Olha como embrulhado Que está ainda o céo E o chão, como ensopado Da agua que choveu.
Has-de, cysne expirando alçar teu canto, Has-de lá quando a lua da montanha Te acene o extremo adeus, Voar, Candida ao céo, e ebria de encanto, No oceano d amor que as almas banha, Unir teu canto aos seus.Seus, d ellas, mãi e irmã, cinzas cobertas D um só jacto de terra.
Astros fio-me em vós, e Deus permitta Que os infelizes sempre em vós se fiem.Intima voz do fundo, bem do fundo D alma me diz e as lagrimas me saltam Vês os milhões de soes que o espaço esmaltam Pisa a terra a teus pés, inda ha mais mundo.Ha depois d esta vida inda outra vida.
tanta mágoa.Senão, diga-me alguem que allivio é este Que sinto, quando á abobada celeste Alevanto os meus olhos rasos d agua.Mentem os céos tambem Os céos maldigo.Feras, tigres, tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo côam Veneno desleal em beijo amigo Mas na dôr é que os astros nos sorriem, E os homens não sorriem na desdita.
quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho Dois mundos Deus creou.Deus não dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira Com mão traidora e vil.Imagem sua, Deus não volve ao nada, Não aniquila a flôr que ao chão cahira Lá d esse eterno abril.
lindo pé que tens, Maria Esse quadril tão largo, e cinta estreita, Me não vinha á idéa noite e dia Esses encontros de mulher perfeita, Esse peito redondo e arqueado Como o de pomba farta e satisfeita.Talvez vivesse então mais socegado, Ou já que minha sorte é sempre triste Ao menos não andasse enfeitiçado.
Sois feiticeira enfeitiçaes d amores.Enfeitiçaes que a formosura, crêde, Não vem da face avelludada e bella A formosura vem só d alma é d ella Que brota a fonte que nos mata a sêde.Vós sois velhinha, já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos prendam, Mas tendes prendas que o amor accendam, Tendes ainda no inverno.
não, a paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim, digo a verdade E nem eu te negava se assim fosse.É que a gente na sua mocidade Não cabe em si, não pára de contente, E assim fui eu na flôr da minha idade.Tu eras n esse tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres tão tenra ainda e innocente.
que mora Em peito onde não cabe.Ha uma luz mais clara Que a luz do pensamento A d essa imagem cara...A d este sentimento Ha uma hora ou mais, Marina que contemplo A casa de teus paes Que é para mim um templo.Está a porta aberta, E vejo alumiada A parte descoberta Da casa da entrada.
desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora As dôres, essas não.Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim, lirio esquecido Do orvalho do céo Tens nos meus olhos pranto de piedade, E se és, mulher irmã dos que hão soffrido, Mulher sou irmão teu.
vol-o dou.E lá do espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia A quem da terra a adora Se o sol aceita á flôr humilde incenso Ha no amor tambem muita poesia...Minha senhora Thuribulo suspenso inda fluctuo, Em quanto a alma em incenso restituo Mas, quando como fumo que se esvai, Minha alma vás teu rumo.
Deus sabe se eu dos montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes e risonhos dias meus, Se alguem vi mais em sonhos, que ella e Deus.Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha, se é do céo Se á terra a nuvem desce, quando vai Tocar-se-lhe, desfez-se como um ai.
Pobre musgo, descuidado, Sem olhos para chorar, Sem poder alliviar Com seu pranto um desgraçado, Consolar-se e consolar Fallas mais a meu agrado Que o livro mais afamado D esses livros, que em lugar De nos dar consolação, Nos fazem cahir no chão Um pranto mal empregado, E inda mais amargurado Nos deixam o coração.
intima influencia, Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia É minha eterna cruz.Podessem-te, ainda antes Do meu extremo adeus, Meus olhos fluctuantes Vêr lampejar nos céos.Se ainda n esse espaço, Tão longe onde tu vás, Visse um reflexo baço Da pura luz que dás Tornaram-se-me estrellas As lagrimas de dôr E lagrimas são ellas.
Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire Que pelo norte a bussola suspire E nelle só descance.Amam leões e tigres.Não ha nada, Anjo que a amor se esconda.Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada.Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa que eu te ame a ti, cara metade, D esta alma toda tua Maria vêr-te á porta a fazer meia, Olhando para mim de vez em quando, É o que n esta vida me recreia.
reduz a nada um grão d arêa, E havia de a nossa alma, a nossa idêa Nas ruinas do pó ficar perdida Isso que pensa e quer até me admiro, Isso que a luz nos traz, que a luz nos leva, Isso que me abre o céo que ao céo me eleva N um teu cançado olhar, n um teu suspiro Onde, não sei eu bem, mas sei que existe Deus remunerador.